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Basquetebol – Uma década a construir Futuro

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Quando Rui Pedro Nazário foi convidado, em 2008, a integrar e liderar os quadros técnicos do Basquetebol do Sport Clube Beira-Mar, o clube era, em Aveiro, considerado como o “patinho feio” da modalidade, muito tempo após os anos dourados na principal divisão de Portugal, sempre a lutar com os melhores.

Obrigados a derrotar muita coisa e, principalmente, o preconceito, a aposta teve de ser, naturalmente, na base. Na formação. Num projeto iniciado nos “Minis”, com prolongamento essencial nas escolas da região. A recuperação da credibilidade veio por acréscimo e de um pequeno fruto, os “terrenos lavrados” deram um pomar de qualidade ímpar.

Sensivelmente nove anos depois, o Sport Clube Beira-Mar é o único clube no distrito que tem as três equipas de formação, no masculino, a disputar o Nacional de cada escalão: Sub14, Sub16 e Sub18. A isso acrescem os seniores, a lutar pelo apuramento para a fase de subida de divisão. A cereja no topo do bolo é a chegada de João Silva, o primeiro dos “meninos” de 2008 a “conquistar” o topo da pirâmide.

Um balanço sucinto ao apuramento das três equipas masculinas para o Nacional?

Nos Sub18 tínhamos expetativas que cumprissem e fossem ao nacional, sendo o título distrital, que veio a acontecer, um reflexo da qualidade do grupo e da equipa técnica. Agora no Nacional, que já começou e que vencemos a primeira jornada, vamos lutar, jogo a jogo, pela vitória, acreditando numa boa prestação.

Quanto aos Sub16 acaba por ser muito importante o apuramento, porque realisticamente, não estava nas nossas contas iniciais, conseguir chegar à luta pelo título distrital e, inclusivamente, perdê-lo no último cesto da última partida. Esta conquista é um prémio merecido para todo o grupo, que mais do que uma equipa, são um todo, são amigos dentro e fora do campo.

Sobre os Sub14, a fase final é a seis equipas, fomos apurados em terceiro e acabamos a final distrital em quarto, numa competição da qual saí muito orgulhoso e satisfeito, porque são cinco jogos num curto espaço de tempo, e as equipas apuradas eram todas equilibradas. Fomos à liguilha com o Académico do Porto e estivemos à altura. Agora é usufruir.

Três equipas no Nacional. Um feito só ao alcance do Beira-Mar. Qual o segredo?

É verdade. É um feito que muito nos orgulha e motiva. Num plano natural de dificuldades, o segredo é termos jogadores que se dedicam, uma estrutura diretiva forte, personificada e representada aqui no Francisco Dias, e uma equipa de treinadores de muita qualidade, que se empenha, que se motiva e que se ajuda. A grande vantagem que temos é a união e o facto de tudo o que aqui se passa, aqui fica e aqui se discute. Se está alguma coisa mal, entre nós se resolve.

Como é que com tão pouco se faz tanto?

Porque desde o princípio, em 2008, que sempre se soube qual o caminho a trilhar. A escolha de uma equipa técnica de qualidade, com disponibilidade para o treino, para partilhar e discutir ideias, que tem como base de suporte um programa técnico coerente e consistente, de evolução e linhas orientadoras bem definidas. O Beira-Mar sempre foi uma marca forte e por isso, teria de se criar um produto bom, à imagem do clube.

A equipa sénior é o último elo da formação?

Os seniores vão ser, naturalmente, o corolário de todo um trabalho de uma década. Nesta altura o João Silva foi o primeiro dos primeiros a lá chegar, mas nesta altura já temos três juniores a treinar sempre com a equipa principal: Tiago Tavares, João Pinto e Tiago Nazário. Estamos na luta para ficar num campeonato mais competitivo, que dê a sequência natural aos trabalho que tem vindo a ser feito, sem descurar, também, a vertente académica, que para nós, até pela parceria que temos com a AAUAv, é fundamental.