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Comunicado | Secção de Andebol

Comunicado do Coordenador da secção de Andebol do Sport Clube Beira-Mar – João Maio

A secção de andebol deparou-se há algumas semanas com uma penosa realidade. A cessação de funções da estrutura diretiva deixou a secção sem escora administrativa.
Antes de mais quero deixar uma palavra de agradecimento aos dirigentes cessantes pelo tempo que dispensaram ao serviço da secção.
Todos aqueles que, de alguma forma, ajudam instituições e/ou associações de forma voluntária e sem qualquer tipo de compensação monetária merecem respeito e tolerância, ainda que, nem sempre, o resultado se revele positivo e concertante com as expectativas criadas. É com tristeza que os vejo abandonar este projeto, mas compreendo que os percursos da vida pessoal e profissional de cada um possam ser portadores de dificuldades inesperadas e que nos obriguem a fazer escolhas difíceis.

Temos consciência de que algumas decisões administrativas e de planeamento não foram as melhores. No entanto, os erros devem servir-nos de cartilha para que com eles aprendamos e, depois de corrigidos, o único caminho é seguir em frente.

Quero acreditar que todos os antigos dirigentes estiveram no clube de boa-fé e, enquanto pessoas e cidadãos, nada lhes tenho a apontar. Todos aqueles que já estiveram envolvidos num clube ou secção conhecem a dificuldade do trabalho administrativo e os entraves que surgem na organização dos serviços, nomeadamente em conseguir pavilhões, na liquidez financeira, na manutenção da tesouraria atualizada e até na organização de transportes.
Todos estes problemas elevam-se exponencialmente no caso do Sport Clube Beira-Mar que, como é do conhecimento geral, não tem pavilhão próprio e debate-se diariamente com colossais dificuldades financeiras. Por todas estas razões, compreendo a posição dos anteriores dirigentes e, mais uma vez, lhes dirijo os meus agradecimentos.

Posto isto, cumpre-nos enfrentar todos os problemas com coragem e perseverança. A fragilidade administrativa com que a secção se debate neste momento não é aceitável nem contribui para o reforço da imagem do clube. É imperativo que saibamos e consigamos construir e exibir uma verdadeira estrutura sólida.

É imprescindível que possamos garantir à comunidade que os seus filhos têm todas as condições para “crescer” no nosso clube, que existe planeamento e linha de trabalho, assim como presença diária de dirigentes e capacidade de resolução de todos os problemas. Queremos que os atletas seniores não tenham que se preocupar com nada mais para além do seu trabalho em campo, dando-se pela camisola que vestem e que se concentrem apenas nos objetivos do grupo.

Queremos, sobretudo, pensar o futuro com pragmatismo sem que estejamos ao abrigo de ilusões ou de vãs esperanças. A ausência de estruturação foi, em muitos momentos, impeditivo para que déssemos passos maiores e mais certos na construção e difusão do nosso projeto, transmitindo, assim uma imagem mais sólida e capaz. Não obstante toda a fragilidade da parte administrativa e burocrática, os serviços foram sendo executados. A partir do momento em que os dirigentes tomaram a decisão de abandonar o projeto, a exigência que caiu sobre mim e sobre o professor Eugénio Bartolomeu foi tremenda e de aplicabilidade inexequível.

A dificuldade em concentrarmo-nos nas nossas tarefas desportivas começou a ser ultrapassada por todos os problemas burocráticos e estruturais com que nos fomos deparando.

Confrontado com mais uma complexa e dura realidade numa das suas secções, o presidente Hugo Coelho entrou em contacto comigo no sentido de procurarmos uma solução e discutirmos o futuro da secção.

Quem conhece o meu trabalho no meio andebolístico sabe que tive sucesso na liderança da secção de andebol da Associação Académica de Coimbra. Durante os cinco anos em que exerci as funções de dirigente e coordenador a reestruturação do clube foi evidente. Ainda como treinador, consegui que a equipa sénior subisse à 2ª divisão nacional na época transata.

O resultado do meu trabalho na Académica aliciou o Beira-Mar que diligenciou a minha contratação para ajudar na reestruturação da formação, orientando as equipas disponíveis, bem como como para contribuir como jogador na equipa sénior. O objetivo foi bem definido e consistia em conseguir, no prazo de dois anos, uma maior e melhor organização clubística, com boas bases formativas, altura em que se empreenderia a transição pacífica e coordenada da orientação da equipa sénior com o professor Eugénio.

Estimulado pela vontade de voltar a Aveiro desportivamente, pelo amor ao clube do qual sou sócio há 28 anos mas, principalmente, pela minha amizade ao professor Eugénio, o grande impulsionador do meu regresso, aceitei o desafio. Não vim com ilusões e sabia o enorme trabalho que iria enfrentar.

A verdade é que me deparei com uma tarefa de maior dificuldade do que a que imaginava. Fui forçado a tomar opções de escolha difícil, como concentrar a formação em Albergaria, cidade onde já tínhamos vários atletas e um escalão formado.

Em concordância com os dirigentes da altura, achámos que seria o melhor caminho para um projeto a curto prazo, enquanto o clube não tivesse instalações próprias ou condições para “fixar” a formação em Aveiro.
Acredito que tomei a decisão certa, tendo em consideração a evolução e capacidade da nossa equipa de infantis, bem como para o potencial de captação de atletas que podemos ter. Cabe ao Beira-mar continuar a demonstrar à cidade de Albergaria que estamos lá com propriedade, muito orgulho e com toda a vontade de continuar a oferecer a possibilidade dos seus jovens poderem praticar a nossa modalidade.
Conseguimos criar uma estrutura funcional na formação. A ajuda dos pais dos atletas tem sido crucial e imprescindível e, neste momento, a formação da secção tem todas as condições para continuar a crescer. O trabalho realizado até agora tem sido meritório e gratificante e é um orgulho liderar uma equipa de atletas e pais com tanta qualidade.

A formação será a nossa grande prioridade e o suporte para toda a secção.
No que diz respeito ao plantel sénior, limito o meu parecer enquanto coordenador da secção desta vez e até ao final da presente época, apenas para reiterar a plena confiança que deposito no professor Eugénio Bartolomeu.

Acredito que nos levará a alcançar o objetivo de subida de divisão e, caso as adversidades não o permitam, não deixarei de o parabenizar por todo o trabalho realizado. Apesar de todos estes problemas e dificuldades, conseguiu levar a equipa à fase final e com grandes hipóteses de se posicionar nos 3 primeiros lugares do grupo de acesso à 2ª divisão nacional.

Toda a gestão desportiva continuará a ser da sua responsabilidade e da sua equipa técnica. Continuarei a prestar toda a ajuda que me for solicitada, mas a minha prioridade centrar-se-á na minha entrega total em campo como jogador, com todo o meu coração como ele sabe que faço.
Quem conhece o professor Eugénio sabe do seu valor e o Beira-Mar tem que se orgulhar por ter um adepto desta qualidade humana. Acredito nele como acredito nos meus colegas de equipa, jogadores de alto nível e de provas firmadas no andebol aveirense e nacional. A qualidade andebolística de cada um deles é paralela ao nível humano e são atletas que, mais do que meros jogadores, são verdadeiros adeptos do clube, que sentem a camisola e querem ajudar a resolver os problemas que enfrentamos.

Agradeço-lhes toda a ajuda que já têm vindo a dar e peço-lhes que acreditem ainda mais, pois juntos conseguiremos alcançar os nossos objetivos!
Resta-me comunicar que trabalharei no sentido de organizar uma estrutura diretiva juntamente com alguns pais da formação e pessoas da minha confiança. Trataremos dos processos burocráticos do clube, da sua organização e planeamento do seu futuro.

Até ao final da corrente época assumirei os destinos da secção. Chegado o momento, juntamente com o presidente Hugo Coelho e com o treinador Eugénio Bartolomeu avaliaremos o trabalho realizado e decidiremos o futuro da secção.
Aproveito, ainda, para lançar um repto a todos os Beiramarenses: venham ajudar a secção. Adeptos, ex-jogadores, ex-dirigentes, a secção precisa de todos vós.

É urgente renovar a cultura e a mística no Beira-Mar e só na união se conseguirá reerguer este clube.

Todos quantos queiram, de alguma forma, ajudar podem enviar e-mail para [email protected]om.

Os problemas estão cá. Cabe-nos, agora, encontrar as soluções. Com a ajuda de todos os Beiramarenses conseguiremos ter sucesso não só na secção de Andebol como em todas as secções deste grande clube.
Cumprimentos a todos.